Arquivo do mês: junho 2009

Control – A história de Ian Curtis

control_box_5678Provavelmente por não fazer parte dos meus gostos musicais, pouco eu havia ouvido falar mais a fundo sobre a banda Joy Division, exceto as músicas que sempre rolavam nas rádios rock espalhadas por ai.

O gênero gótico / pós punk britânico proveniente do final dos anos 70 me fazia acreditar em uma banda com um visual totalmente funesto, maquiagens carregadas e ainda contando com um obscuro vocalista com uma voz muito grave e melancólica.

ianxc1Porém recentemente fui devidamente apresentado a essa extinta banda, através de um filme biográfico – Control – sobre o vocalista Ian Curtis, que foi baseado no livro de sua esposa Deborah Curtis – Touching from a distance.

 O filme “Control” – totalmente rodado em preto e branco – mostrou para mim um lado muito diferente sobre a banda, totalmente diferente daquilo imaginado; o drama de Ian Curtis lutando contra seu problema de epilepsia, um casamento prematuro e sua dupla vida amorosa, que culmina em um trágico fim, que não é segredo algum para quem conhece a história da banda.

Um dos detalhes que mais me surpreendeu neste filme, foi a riqueza de detalhes usados em sua produção. Em breve pesquisa que pude fazer; a singularidade de semelhanças entre os personagens e o grau de detalhes usados nas reproduções da banda Joy Division chegam a impressionar e criar dúvidas se o que vimos eram imagens reais da época ou apenas filmagens.

Apesar de ser uma produção muito recente (2007), é quase impossível encontrá-lo em vídeo locadoras, principalmente por ser um filme de gênero Cult britânico. Caso você não encontre, o jeito é pesquisar nos grandes sites de vendas de departamento, ou mesmo procurar nas próprias lojas especializadas.

Com certeza esse filme tende a agradar e muito todo púbico que se interessa por uma cena cultural e musical alternativa, gótica e principalmente para quem vivenciou um pouco disso no final dos anos 70 e início dos anos 80.

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Takes da Vida

A semana foi agitada mais do que nunca pela morte de Michael Jackson. De tanto ouvir, comentar e seguindo orientações psicológicas, vou evitar polemizar o assunto, afinal não sou ninguém para julgá-lo…

Mas já dizia o velho dito popular ‘Onde há fumaça, há fogo’ e se o cara não tinha nada a temer deveria ter sempre dado a cara a tapa, provado e evidenciado para o mundo que tudo era infundado; mas ao contrário ele preferiu se esconder dos holofotes e dizimar sua grana para silenciar tudo…

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Incrível vermos depois disso como certos meios de mídia parecem prever acontecimentos futuros. O corpo de Michael mal havia esfriado e a revista VIP chegava as bancas nesta sexta com um comparativo do antigo e atual Michael, tudo em função da expectativa criada para sua nova turnê. Mais engraçado é eles especularem que ela seria a última e como eles disseram “… se rolar mesmo.” Fica até parecendo piada de humor negro (ou seria humor branco??)…

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Alias piadas sobre isso é que não param de chegar via e-mails, uma das mais inteligentes que recebi dizia: “A cada celebridade que morre, temos mais certeza que Niemeyer enterrará a todos nós!” (Dercy que o diga)…

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mjxmadonnaE falando em ícones, todo mundo está falando que o Michael era o ícone pop mundial, porém eu discordo muito disso… ter sido um ícone dos anos 80, eu concordo, mas assim como Madonna também foi, mas ela continuo sendo nas décadas de 90 e 2000, enquanto ele se apagou diante tanto escândalo sexual; e nem adianta usar isso como desculpa, pois Madonna também teve sua vida sexual explorada de forma massiva pela mídia… foi taxada de tudo, lésbica, bissexual, promíscua, sado-masoquista, pervertida, etc., e nunca se esquivou disso tudo, pelo contrário, quanto mais falavam, mais ela aparecia, fortificando cada vez mais seu título de ícone maior Pop Mundial, enquanto ele só se fragilizou… e agora quebrou de vez… e foi para Neverland…

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Farrah Fawcett

Farrah Fawcett

Mais triste ainda foi o fim de uma ‘pantera’ – Farrah Fawcett – a linda loirinha que encantou os olhares masculinos nos anos 70 no seriado AS PANTERAS (Charlie’s Angels) também nos deixou, e por estar tão longe dos holofotes a tanto tempo, nem pode ter seus últimos momentos de glória diante da mídia, afinal morreu no mesmo dia de Michael e ficou ofuscada por isso.

Ainda me lembro que nos idos da minha infância, assistindo aos episódios da S.W.A.T. me imaginando ser um daqueles rapazes do esquadrão só para ter mais acesso a detetives como aquelas panteras…

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Esta não é a primeira vez que vejo uma estrela ofuscar outra, em 24 de novembro de 1991, não havia um único lugar que não se falasse sobre a morte de Fredie Mercury.

Eric Carr

Eric Carr

No dia seguinte ao chegar da faculdade, lembro me de ligar a TV como de costume, enquanto esquentava minha janta adentrando a madrugada, e ouvir em um grande jornal de final de noite a notícia de que naquele mesmo dia 24, um dos meus grandes ídolos, Eric Carr, baterista do KISS, havia morrido de câncer… lágrimas nos olhos e nó na garganta nem me deixaram jantar naquele dia…

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E assim é a vida, cheia de takes, que sempre vão aparecendo e de uma forma ou outra unindo histórias aleatórias das nossas vidas, seja um dia sem jantar a dezoito anos atrás, ou um assalto no mesmo dia em que Michael Jackson morreu. Qual será nosso próximo take??

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O Rock como documento histórico

Já há algum tempo eu tenho notado, principalmente nos grandes centros urbanos, que o analfabetismo tem diminuído consideravelmente.

Sim, eu sei que muitos discordarão disso, e que para outros tantos o índice ainda parece grande; no entanto minha analogia sobre isso está mais baseado em alguns fatos, de certa forma até pitoresco, mas fundados!

Lembro que ainda moleque na década de 80, ao fim de um regime militar instaurado pela ditadura e uma abertura mais ampla aos conceitos, produtos e cultura americana, que porém tinham as línguas estrangeiras pouco se difundiam aqui. E foi nessa época que algumas bandas de rock internacionais começaram a aportar em terras tupiniquins, e ao lado de Alice Cooper, Queen e Van Halen, o KISS foi uma dessas bandas pioneiras, todas abrindo as portas para o mega evento que viria se realizar em 85, o ROCK in RIO. 

Em abril, durante a quarta passagem da banda KISS ao Brasil, vasculhando nas origens que me levaram a tornar-se um grande fã da banda, revi o documentário – QUEM KISS TEVE – (http://www.youtube.com) que foi realizado de forma independente durante o ano de 1983… foi como fazer uma imensa viagem ao passado. Me senti aquele molequinho de novo, provavelmente meus olhos deviam brilhar ao ver tais imagens.

Emoções a parte, este documentário acabou refletindo uma época que ainda era marcada pelos nossos regimes governamentais, a miséria e a deficiência da educação de um país de submundo. É muito triste ver os ambulantes que ao acercas do Morumbi vendiam sanduíches a duras custas de uns trocados, com apenas uma meia fatia de mortadela (mais fina que meia de seda) ou um lanche com molho de calabresa (molho??? só molho??). 

Se a vida não era fácil, provavelmente a educação era ainda mais complicada, ainda mais quando se tratava do uso da língua inglesa. Os vários adolescentes e jovens que tanto aguardavam ao show, tentavam arduamente trançar a língua a ponto de balbuciar sons estranhos que pudessem se confundir com a língua inglesa e as letras das músicas. No documentário, ouvir uma ou duas palavras seguidas do público em inglês era preciosidade. Uma dura realidade da vida brasileira da época!

Primeiroshow do KISS no Brasil - 1983

Primeiro show do KISS no Brasil - 1983

Não obstante, quando a banda aportou por aqui em 1994, durante uma apresentação no extinto Programa Livre, a platéia ensandecida de fãs clamavam para serem ouvidos pelos seus ídolos e podia-se ouvir 90% das perguntas feitas em inglês, de forma fluente, e que muitas vezes não possibilitavam nem tempo para a tradução da interprete, e durante o show o público soltava a voz exatamente como a música mandava.

Onze anos apenas haviam se passado entre as duas apresentações e uma nova geração se criou e vingou diante da constante e expressa evolução que a globalização nos impunha, sem contar que nessa época ainda não podiamos nem contar com o fenômeno da Internet.

Nos dias atuais vemos que cada vez mais o povo brasileiro, principalmente dos grandes centros urbanos, necessita de uma educação forte e refinada. A demanda do mercado muitas vezes exige que até mesmo para as funções com menos evidência saiba um pouco da língua estrangeira, sejam eles faxineiros de grandes hotéis, camareiras, garçons, atendentes de lanchonetes, entre outros. Chegará o momento que até mesmo um pedreiro vai ter a necessidade do inglês para atender a demanda de alguma grande construtora.

Essa diversidade e constante crescimento cultural globalizado, não só de nós brasileiros, mas de  vários outros países da América Latina, de nos submetemos para compreender e ser compreendido pelo mundo afora, fará de nós um povo mais insinuante e diplomado do que todas as outras nações e continentes, e como diria o Cérebro dos desenhos animados, ´…amanhã estaremos preparados para dominar o mundo!´

Obs. O documentário QUEM KISS TEVE (link acima), é composto de mais duas parte (1 e 3) muito interessantes de serem assistidos, em forma de comparação de uma sociedade emergente do regime militarista que deixava  o país.

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Percepções da Infância

Toda terça e quinta é a mesma correria, pegar as meninas na escola, voar para casa da avó, trocar, dar um lanchinho para elas e levar para o ballet. No meio de tanta bagunça, na hora lanchinho, sobra tempo para ótimas risadas!

Então a Gigi pega o pão e a faca para passar a manteiga quando em gestos e palavras eu faço menção em fazer a tarefa para a menina “_deixa que eu passo para você…”, mas rapidamente é repreendido pela avó “_deixa a menina passar a manteiga… ela quer ser auto-suficiente!”, recuo nos meus atos observando um leve sorrisinho no rosto da pequena, que reflete por alguns segundinhos e complementa sustentada pelos seu pouco mais de um metro de altura “_hum… Alta eu não sou, mas sou suficiente!!!”.

A gargalhada que tomou conta da cozinha valeu cada segundo de toda correria!

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…e Bella virou Joan Jett

Fotos: Divulgação

Fotos: Divulgação

Kristen Stewart, a Bella de “Crepúsculo” vai interpretar Joan Jett (I love Rock’n’Roll) no filme sobre a banda de Rock “The Runaways”.

Katherine Moennig

Katherine Moennig

Seu novo visual lembra muito Katherine Moennig, do seriado “L Word”, que na minha opnião cairia muito bem no papel por sinal!

Dakota Fanning ficou com o papel Cherie Currie, Stella Maeve interpretará Sandy West e por fim Alessandra Torresani estará na pele de Lita Ford.

rockexpress

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Trânsito dos Infernos

 Outro dia cheguei à conclusão de que quando morrermos não iremos para o inferno, pois nós já vivemos nele!

Absurdo??? Nada! Perfeitamente plausível. E quer saber o inferno tem nome: TRÂNSITO.

Sim o trânsito é um inferno. Quando você mais precisa ele não anda, para tudo, trava. Você fica sem ação. Precisa atravessar apenas 3 quarteirões e demora mais de 30 minutos para fazê-lo. Se estivesse andando, percorreria 20 quarteirões em 30 minutos, mas de carro, nada feito! Fica ali, parado! Fica com vontade de simplesmente sair andando e deixar o carro por ali, tipo “Um dia de Fúria”.

transito

Você pega aquela via expressa e lá no meio, longe de qualquer saída, tudo para! Pressa. Para ajudar começa a chover o rio enche. Desespero! Quando consegue chegar ao seu destino, seu semblante está totalmente transtornado, fisicamente abalado e cansado que a irá e o stress tomam seu corpo por completo.

Enfim, é só o trânsito parar que o inferno começa.

Alguém tem dúvida que o inferno é aqui??

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Tudo sobre qualquer coisa

Aqui estou eu matando minha vontade de ser um Blogger… algo que ja tinha ideia de fazer há algum tempo, mas não havia colocado para fora. Meu primeiro obstáculo sempre foi achar um nome que traduzisse aquilo sobre a qual queria escrever, mas nada se encaixava, afinal eu queria era escrever sobre Tudo e ao mesmo tempo sobre o Nada. Então TUDO SOBRE QUALQUER COISA veio realmente a calhar… agora posso escrever sobre rock, bandas, aventuras e desventuras, besteiras e tudo aquilo que eu chamo de “divagações sobre uma mente insana”!

Vamos servir bem para servir sempre!

Então é isso! Começou… bom divertimento!!

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