Arquivo do mês: janeiro 2010

A vingança da minha Mãe…

Depois da última historinha de infância que eu relatei, muitos me perguntaram o quão santinho eu devia ser… pois bem, a vingança veio pela minha própria Mãe (quem diria hein!) que postou comentário sobre uma das minhas centenas de artes… vai aqui então o relato pelas próprias palavras dela! Meu lado malévolo…

Olha só, quem rir está perdido, hein!

“Certa vez eu tive que sair para fazer alguma coisa que não me lembro bem o que era, mas tive que deixar você (eu) e suas irmãs, sozinhos.

Onde eu fui não era muito longe, e vocês não eram tão pequenos como na história anterior. A vizinha foi chamada (ela não foi bem chamada, ela apareceu pelos gritos das minhas irmãs), e você estava no chão com uma faca enterrada no braço, toda cheia de sangue… ela ficou muito assustada depois que suas irmãs começaram a chorar.

Na realidade a faca estava no sovaco, e o sangue era Catchup (groselha, porque eu nem gostava do cheiro de Catchup).

E eu só fiquei sabendo dessa história quando vocês já eram grandes (ainda bem, senão…kkk).”

Pela minha Mãe (com as devidas correções atemporais).

Cruel isso hein!

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Brincadeira de criança

Um dia desses me ocorreu um evento que aconteceu há muito… muito tempo atrás…

Minha mãe sempre foi uma pessoa muito prendada e cuidava com extremo zelo da nossa casa. Dentre suas rotinas de limpeza, periodicamente ela passava cera nos pisos da cozinha e logo em seguida usava a enceradeira para deixá-lo lustroso. Morávamos em um sobrado, daqueles antigos, cuja cozinha era imensa. Obviamente que não lembro com os detalhes exatos, mas certo dia enquanto minha mãe assistia a novela da noite, surge a porta que ligava a sala a cozinha minha irmã, com seus 2 ou 3 anos de idade, completamente lambuzada de margarina até o cabelo, e feliz da vida anunciando para minha mãe: “cabei… cabei”.

Minha mãe surtou daquele tipo “O que você fez?”… tal espanto me fez disparar como um foguete para ver o que havia acontecido, e ao primeiro passo no piso da cozinha foi o mesmo que pisar no gelo… escorregando até a outra ponta da cozinha!

Sim! Minha irmã havia realmente acabado com dois potes inteiros de margarina de 1 kg, encerando, ou melhor, “untando” todo o chão da cozinha! Com certeza minha mãe devia estar chorando, ou quase… pior que isso agora eu estava untado também. Pelo menos no que diz respeito a “deixar liso” o efeito foi praticamente idêntico ao da cera.

Engraçado ver minha mãe contando, que ela colocou, eu e minha irmã, sobre a mesa da cozinha, só que como estávamos meio “amanteigados”, ela não sabia se limpava o chão ou nos segurava para não cairmos…

***

Ainda houve uma vez em que minha irmã resolveu ajudar a minha mãe mais uma vez e lavou a roupa no vaso sanitário do banheiro… até que tudo bem, se não fosse contar que a roupa já estava lavada e passada, apenas esperando para ir para as gavetas…

Definitivamente naquela época minha mãe não devia compartilhar do ditado popular “toda ajuda é bem vinda”!

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Christiane F.

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Durante a década de 80, Vera Christiane Felscherinow, mais conhecida como Christiane F., ficou mundialmente famosa por ter sua dramática adolescência com as drogas e prostituição revelada no livro autobiográfico “Eu, Christiane F., 13 anos, drogada e prostituída”. Lembro bem deste livro, já que ainda moleque, folheava a edição que minha mãe tinha e ficava notando os detalhes das fotos que ilustravam o mesmo, em especial, uma foto de um rapaz que havia sofrido overdose em um banheiro público. Lógico que meu grau de curiosidade era enorme, mas a preguiça de ler, ainda maior… mas não obstante, o drama se tornou um filme e assim pude assisti-lo na primeira oportunidade que surgiu, no então moderno Vídeo Cassete!

Para época, tanto o livro, como o filme foram realmente muito chocante. Porém, pouco ouvi falar mais sobre esse drama, e até pelo fato de estar lendo o livro “The Heroin Diaries” resolvi fazer uma pequena pesquisa sobre Christiane F.

Christiane nasceu em Hamburgo, na Alemanha em 62 e mudou-se para Berlim aos 6 anos de idade. Em 74, com 12 anos de idade, começou a fumar maconha com um grupo de amigos mais velhos. Gradualmente ela começou a experimentar drogas mais fortes como LSD e aos 13 anos acabou chegando a Heroína. Por causa do vício, acabou se prostituindo, junto com vários outros jovens drogados na estação de trem Bahnhof Zoo, em Berlim, ainda aos 13 anos.

Ela inalou pela primeira vez após assistir a um show de David Bowie e acabou injetando pela primeira vez em uma casa de banho público de Berlim, afundando-se assim cada vez mais no vício.

Em 1977, ela foi presa acusada de tráfico e consumo de drogas. Durante seu julgamento concedeu uma entrevista a dois Jornalistas, Kai Hermann e Horst Hieck, que se estendeu por dois meses e acabou se constituindo no famoso livro.

No inicio dos anos 80 participou de uma Banda de Rock (Sentimentale Jugend) e fez uma ponta no filme Alemão Decoder (1983).  Na mesma época, apesar de garantir estar longe das drogas, Christiane, voltou a ser presa (1983) no apartamento de um traficante,  e em uma entrevista na época confessou nunca ter ficado limpa das drogas.

Entrevista a revista STERN localizada na Web:

“Com 13 anos ela era uma junkie e vivia (?) da prostituição. O livro sobre sua vida exalta a liberdade. Mas a Christiane real, uma década depois, vive um exemplo do que as drogas podem fazer com a existência humana. Tola, idiota, nesta entrevista ela é um exemplo vivo: Não pelo que ela diz, mas sim pelo que ela é incapaz de dizer.

O apartamento em que reside é antigo prédio, 3 cômodos e pertence a Christiane Vera Felscherinow, mais conhecida como Christiane F. Na sala de estar há um sofá de couro, um colchão e um caixão preto (sim…um caixão preto bem no meio da sala). Em um dos cômodos um varal improvisado esticado de ponta a ponta cheio de roupas. Um filhote de dobermann ocupa o outro cômodo, coberto por jornais e com um forte cheiro de urina.

Em alguns dias Christiane completaria 23 anos. Ela se tornou símbolo da geração Junkie. Aos 12 ela experimentou maconha; aos 13 heroína e aos 14 entrou para a gangue da Estação Zôo uma famosa galera da pesada de Berlim. Mas ela sobreviveu.

Depois da parte de sua vida que foi narrada no livro ela começou a estudar contabilidade em uma pequena cidade ao norte da Alemanha mas caiu fora. Ela tentou ser cantora em uma banda punk de boteco, e pegou um pequeno papel em um filme ruim como go-go-girl.

E ela viajou o mundo todo sem propósito algum. Quando o filme sobre sua vida foi filmado ela trabalhou como consultora. O filme foi um grande sucesso, assim sendo foram lhe pagos alguns milhões de marcos.

E nada foi ouvido sobre ela ate agosto de 1983 quando ela foi presa durante uma blitz no apartamento de um traficante de heroína e foi acusada de “aquisição para consumo próprio”.

Acabou sendo sentenciada.

A entrevista a Revista Stern:

Christiane, você foi condenada a pagar 3.000,00 marcos por ter sido pega com heroína. O julgamento surpreendeu você?

Não, eu estava pronta. O juiz e os advogados sabiam no que iria resultar.

Você declarou na corte que jamais iria pegar em heroína novamente, que esta foi a ultima vez…?

Você pode ver o que eles escrevem. Eu não disse isso. Eu não posso saber isto agora, e seria embaraçoso se acontecesse de novo. E eles gostariam, pois seria outro escândalo, mas eu não vou ficar mais na Alemanha, eu vou embora.

E pra onde você quer ir?

Ah, talvez Itália

E por que a Itália?

Lá a vida é muito feliz, todos falam ao mesmo tempo, isso me diverte

Por que você teve esta recaída?

Eu não sei. Esta foi a chance. Quando sabemos a sensação que temos com a heroína nunca esquecemos. É muito boa…

E acaba em catástrofe. Você passou por isso: dependência, precisar de dinheiro, roubo, prostituição. E vários de seus amigos morreram por causa da heroína.

 Prostituição foi a pior coisa, isto eu nunca mais faço. Depois de tudo, agora estou velha.

Nunca pensa em poder cair novamente?

Bem, eu prefiro tomar heroína do que um copo de álcool. Ela não é uma droga pior que o álcool. Nunca a heroína provocou tanta ruína quanto a que é feita pelos alcoólatras.

Mas, com a heroína a descida é rápida…

Bem, minha recaída não me causou danos. Eu não mudei socialmente.

Mas você se encontrou novamente com a policia…

Ah, os policiais, os únicos que nos pegam e prendem, ….já foi a minha idade. Eles eram terrivelmente rudes. Olhavam para nos já com as algemas, como cães presos em um canil e não podíamos falar nada, que eles jogavam fora nossos maços de cigarro.

Você tem ido a Estação Zoo?

A estação Zoo é um lugar muito querido. A cena muda constantemente, a estação Zoo é tudo. Uma hora estávamos lá, e na outra ninguém sabia. Não sinto nenhuma vontade de chorar quando caminho por lá.

Você virou uma espécie de Joana D’Arc na cena das drogas nos anos 80. Você sobreviveu e caiu fora. Você nunca sentiu uma compulsão de socorrer e ajudar as pessoas viciadas?

Não, eu nunca me senti responsável pelos outros. Cada um precisa saber o que esta fazendo.

Você já se viu como um ídolo, um símbolo da esperança para os desesperados?

Eu sempre achei engraçado ler isto nos jornais. Nunca me senti como um ídolo. Aquilo foi outra pessoa.

Aquela pessoa, a famosa Christiane F., foi convidada pelo chefe da editora Diógenes, de Zurich, por 8 semanas. Como uma peça em exibição na alta sociedade?

 Eu não aceitei prontamente. Anna Keel, a mulher de Daniel, dono da editora, me telefonou em Berlim me convidando a Zurich. Apos um ano, eu fui. Eles me trataram como uma filha. Eu quase os chamei de papai e mamãe.

Quantas vezes você leu o livro Christiane F. ?

Acho que umas 3 vezes, eu sempre tentei pensar que aquela garota do livro não era eu. Eu também procuro saber por que as pessoas gostaram tanto do livro.

E de quais outros livros você gosta?

The Grosskotz, de Mathias Nolte. E Cream Train, de Andrea Carlo. Estes são meus favoritos.

Você agora é uma green?

Desgraçado, os “greens” não são profissionais, desde que eles lutam entre si mesmos.

Você nunca conversou com os “greens”?

Não, eu detesto conversas.

O que é mais interessante que conversas?

Assistir TV, preferencialmente deitada na cama. Eu não suporto ler jornais. Na música, nada me interessa. Se a multidão vai ver Tina Turner, eu não tenho que ir, prefiro bandas de garagem.

Você escuta seu walkman?

Isto foi roubado, como tudo. Eu fui roubada por uma amiga. Puta. Ela pegou tudo. Cosméticos, roupas e 700 marcos. Eu prefiro não ter mais dinheiro. Eu vivo no mundo errado, com os amigos errados. Mas eu não posso mudar nada.

Você não tem ninguém a quem possa pedir ajuda quando não esta bem?

Não !

E sua mãe?

Eu não sei o que dizer a minha mãe.

Você não pensa em voltar para os estudos ?

Não. O estudo é antiquado. Aprendemos tudo em 6 meses e nos somos explorados.

Você sabe no mínimo cozinhar para si mesma?

Eu não sei cozinhar, e se aqui não tiver nada pronto, eu não como.

Que tipo de mulher você gostaria de ser ?

(pausa longa) Eu acho que não estou mal …

 Então…você não tem nenhum plano ?

Quando faço planos e eles fracassam, eu fico depressiva. Por isso eu não tenho desejos ou sonhos.

O que você imagina para o amanha?

Eu não presumo nada com ninguém durante um período maior que uma semana

E sobre as férias ?

Quando quero viajar, eu compro a passagem e vou…

Você gosta de ficar sozinha, pensando?

Eu odeio isso. Quando meu namorado voltar pra Israel. Vou ligar para alguém vir pra cá morar comigo.

Medo da solidão. Ou outra coisa?

Bem, eu tenho medo de trens. Eu sempre penso que quando eu morrer, será embaixo de um trem.

Você recebeu muito dinheiro com o seu livro e comprou este apartamento. Onde está o resto do dinheiro. E quanto disto esta aqui neste caixão?

Não… neste caixão eu guardo todas as minhas coisas.

Então você esta quebrada agora?

Eu estou falida, Eu tive que pagar 65% daquilo em taxas.

O que você esqueceu de fazer ?

Quando meu dinheiro veio, ele foi direto para o Tesouro Público. Assim meu telefone foi cortado.  Eu não paguei a junta de posse e outras coisas.

E como você pretende fazer dinheiro no futuro ?

Eu não consigo imaginar que o trabalho seja prazeroso. Eu me sinto muito mal quando me perguntam no que eu gostaria de trabalhar. Provavelmente eu não sou madura pra saber o que quero.

Mas o que você gostaria de fazer ?

Atualmente eu quero ter um santuário particular de animais. Mas meus amigos são contra isso. Eles dizem que eu joguei minha inteligência pra longe. Eu gostaria de fazer algo que poderia mudar o mundo.”

Em 2007, Christiane apareceu em um programa de TV Alemão, e confrontada com esta entrevista a revista STERN, disse não lembrar de quase nada daquilo:

. “Os médicos vivem torcendo pela minha morte. Contam os dias para isso e aqui estou eu, talvez eu devesse me lembrar ou revelar que alguns médicos por quais passei, ofereceram dinheiro para que eu me prostituísse. Um deles de ofereceu uma quantia que daria para comprar um carro típico classe-média, um Golf, por exemplo, cuspí na cara do safado.”

“Eu nunca quis ser exemplo de nada a ninguém, acho que cada um deve saber o que está fazendo. Eu, pelo menos, sei o que faço. Sou contente da forma que vivo, talvez vocês não entendam isso mas no final, o que importa? Eu não me importo com vocês.”

“Eu acho esses neonazistas engraçados, vivem proclamando o nome do Diabo e de Hitler por todos os cantos mas buscam alguém em carne e osso para adorarem. Eles tentaram me tornar um símbolo deles quando disse que os jovens da era nazista tinham perspectivas melhores. Mas o que eles fazem para mudar as perspectivas deles ? Os turcos continuam invadindo a Alemanha.”

“Detlef foi o grande amor da minha vida, quando digo foi eu me refiro tanto a Detlef quanto aquilo que você chama de amor. Ele vive se dizendo limpo, é mentira, é mentira porquê ninguém se livra da heroína. Ele ainda é um viciado,  e pelas minhas contas, ainda se prostituiria se pudesse.”

“Quero ir embora da Alemanha, é tudo que desejo, esse país perdeu tudo aquilo que tinha de verdadeiramente alemão, que pode ir desde os garotos que jogam futebol até a cultura tradicional. A sujeira está por todo lugar. “(Quando Christiane diz “sujeira”, ela refere-se aos imigrantes turcos que ela já esculachava em seu livro )

“Hoje vivo refém da metadona, mas por alguma razão, acho que os trilhos dos trens serão o ponto final da minha história.”

Nos últimos tempos Christiane passou um periodo morando com dois tios e o filho, Jan-Niklas, em Berlim.

Em 2008, ela e o namorado decidiram imigrar para a Holanda, levando a criança, mas ao ter conhecimento do plano, a justiça Alemã tomou a criança da mãe, com a ajuda da policia. Pouco tempo depois ele sequestrou o próprio filho e o levou para Amesterdã, onde voltou a consumir heroína.

Quando voltou a Alemanha em meados de 2008, a justiça retirou a guarda do filho de Christiane.

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Heroina e Rock’n’Roll

Provavelmente já devia fazer mais de uma década que eu não lia um livro, sempre me atendo somente a matérias de revistas ou jornais e nada mais. Só o fato de ver aquelas mais de 50 páginas já me dava preguiça… por isso mesmo nem via!

Fato é que há mais de um ano atrás descobri que Nikki Sixx, baixista do Mötley Crüe, banda de Hard Rock da qual gosto muito, lançou um livro e um CD entitulados “The Heroin Diaries”. No ano passado o livro foi lançado no Brasil com o título “Heroina e Rock’n’Roll”.

O que a principio apenas a vontade de ler sobre essa trajetória autobiográfica de um ídolo, acabou se tornando algo muito mais profundo. Depois de ter achado um velho diário e manuscritos em papeis e jornais, até então esquecidos, Nikki Sixx decidiu contar sobre o fundo do poço em que chegou sua vida durante o ano de 1987, durante as gravações e turnê do álbum “Girls, Girls, Girls” trazendo a tona toda sua insanidade e desventuras em virtude do vício.

Apesar de ser uma verdadeira história dramática e insana, o livro trás passagens cômicas dignas de risos, e contempla além do diário, a visão atual do próprio Nikki e de personagem que fizeram parte daquele ano alucinógeno de Nikki, que na maioria das vezes traduz de uma forma completamente oposta ao que Nikki escreve no diário.

Como o co-autor jornalista Ian Gittins descreve na introdução: …“Não conheço outras estrelas do rock que tenham sido tão honestas e corajosas como ele, neste depoimento. The Heroin Diaries (Heroina e Rock’n’Roll) não é fácil de ler, mas é um livro que você jamais esquecerá”*

Com toda certeza, eu garanto!

Nunca achei certo escrever ou citar transcrições de livros (prefiro escrever eu mesmo com minhas palavras, mas neste caso preciso abrir uma exceção:

Trecho inicial do Livro:

“25 de Dezembro de 1986

Feliz Natal

Bem, é o que as pessoas dizem no Natal, certo? Normalmente elas tem alguém a dizer. Tem amigos e familiares a sua volta. Não foram encontradas nuas, com uma agulha no braço, como um louco, sob uma árvore de natal, numa mansão em Van Nuys.

Não estavam fora de si, escrevendo num diário, e também não estavam passando essa importante data religiosa congelando o próprio sangue numa colherinha…”**

Se nos anos 80 “Cristiane F.” foi um marco sobre a verdade por trás de uma história sobre drogas, com certeza “Heroina e Rock’n’Roll” deveria ser um este novo marco da atualidade… Pena que ninguém divulga isso!

*/** – Trechos retirados da publicação “Heroina e Rock’n’Roll” – Editora Larousse

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