Arquivo do mês: julho 2011

O que é o amor? (parte II)

Os dias seguiram-se sombrios. Eu não conseguia mais ver algo, apenas sentir uma profunda dor esmagando qualquer sentimento que eu pudesse ter.

Eu andei ao esmo pelas sombras, caminhava apenas por ai, tentava encontrar alguma coisa que me acordasse, mas tudo que eu tentava achar era uma luz na sombra. Eu tentei voar apenas para reeditar os caminhos que tanto me fizeram feliz, mas apesar de conhecer os caminhos, eles não mais pareciam os mesmos. Algo apenas não fazia sentido e nenhum lugar era confortável o suficiente para que eu somente sentasse e olhasse… ao invés disso eu ficava ando de lá para cá procurando ver a silueta daquela minha borboletinha que eu simplesmente havia deixado. Ela se foi e eu havia ficado com a sua felicidade e ela com a minha…

Quando eu havia conhecido aquela minha borboletinha eu havia vislumbrado um brilho tão especial em seu sorriso, suas cores vivas e cativantes, algo raro que dificilmente se encontra no mundo. Mas com o passar do tempo os erros foram com um veneno para aquela pequena e seu sorriso e suas cores foram sendo sucumbidas por uma camada de algo sem vida, cinzenta e triste.

Eu sabia de alguma forma que eu precisava ver novamente aquela pequena borboleta, que fosse apenas mais uma única vez, mas eu sabia que precisávamos ambos disso. E eu consegui finalmente reencontrá-la.

A tristeza que havia se abatido sobre aquela delicada criatura era mais dolorosa que qualquer coisa. Minha cabeça era uma tormenta de idéias confusas e dor. E aquele ser tão maravilhoso diante de mim, nada se parecia com a minha borboletinha! Mas eu a contemplei por um tempo, e contemplei mais um pouco; ofereci meu ombro para ela repousar um pouco e nesse exato momento eu vi um brilho…

Aquela crosta cinzenta e triste ainda permanecia lá, talvez ainda mais dura do que nunca… mas toda a dureza dela de alguma forma havia a feitoela rachar-se inteira e dos pedaços caídos surgia uma cor mais linda e mais vibrante do que qualquer coisa que eu já havia visto! Suas lágrimas pareciam limpar ainda mais a truculência daquela camada horrível que ali havia se formado…

Então eu descobri que nós precisávamos dar as mãos para seguir por um novo caminho, belo e oculto o qual nós apenas nunca tínhamos tido a coragem de trilhar e voar antes… mas agora tínhamos certeza que nós conseguíramos de segurássemos fortemente um ao outro.

E minha pequena borboleta voltou a iluminar o meu jardim, dessa vez até onde a felicidade nos levar! Para sempre…

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