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Heroina e Rock’n’Roll

Provavelmente já devia fazer mais de uma década que eu não lia um livro, sempre me atendo somente a matérias de revistas ou jornais e nada mais. Só o fato de ver aquelas mais de 50 páginas já me dava preguiça… por isso mesmo nem via!

Fato é que há mais de um ano atrás descobri que Nikki Sixx, baixista do Mötley Crüe, banda de Hard Rock da qual gosto muito, lançou um livro e um CD entitulados “The Heroin Diaries”. No ano passado o livro foi lançado no Brasil com o título “Heroina e Rock’n’Roll”.

O que a principio apenas a vontade de ler sobre essa trajetória autobiográfica de um ídolo, acabou se tornando algo muito mais profundo. Depois de ter achado um velho diário e manuscritos em papeis e jornais, até então esquecidos, Nikki Sixx decidiu contar sobre o fundo do poço em que chegou sua vida durante o ano de 1987, durante as gravações e turnê do álbum “Girls, Girls, Girls” trazendo a tona toda sua insanidade e desventuras em virtude do vício.

Apesar de ser uma verdadeira história dramática e insana, o livro trás passagens cômicas dignas de risos, e contempla além do diário, a visão atual do próprio Nikki e de personagem que fizeram parte daquele ano alucinógeno de Nikki, que na maioria das vezes traduz de uma forma completamente oposta ao que Nikki escreve no diário.

Como o co-autor jornalista Ian Gittins descreve na introdução: …“Não conheço outras estrelas do rock que tenham sido tão honestas e corajosas como ele, neste depoimento. The Heroin Diaries (Heroina e Rock’n’Roll) não é fácil de ler, mas é um livro que você jamais esquecerá”*

Com toda certeza, eu garanto!

Nunca achei certo escrever ou citar transcrições de livros (prefiro escrever eu mesmo com minhas palavras, mas neste caso preciso abrir uma exceção:

Trecho inicial do Livro:

“25 de Dezembro de 1986

Feliz Natal

Bem, é o que as pessoas dizem no Natal, certo? Normalmente elas tem alguém a dizer. Tem amigos e familiares a sua volta. Não foram encontradas nuas, com uma agulha no braço, como um louco, sob uma árvore de natal, numa mansão em Van Nuys.

Não estavam fora de si, escrevendo num diário, e também não estavam passando essa importante data religiosa congelando o próprio sangue numa colherinha…”**

Se nos anos 80 “Cristiane F.” foi um marco sobre a verdade por trás de uma história sobre drogas, com certeza “Heroina e Rock’n’Roll” deveria ser um este novo marco da atualidade… Pena que ninguém divulga isso!

*/** – Trechos retirados da publicação “Heroina e Rock’n’Roll” – Editora Larousse

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