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O Sorriso

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Um dos videos mais lindos, inspiradores e romanticos que eu já assisti!

Não é uma mensagem religiosa, nem tampouco uma corrente, é apenas um belo curta metragem altamente inspirador! Como eu adoraria ter um poder como esse…

E se ao final desse video você sorrir com uma lágrima em seus olhos transmita essa felicidade para o Mundo todo…

Essa não é uma campanha ecológica, mas nós podemos fazer a diferença!

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Essas palavrinhas…

Novamente lá estava eu, em meio ao transito caótico da metrópole, sempre se livrando dos infortúnios dos péssimos condutores e a má engenharia de tráfego a qual estamos inerentes. Sinceramente eu acho que estou vivendo em linhas contrárias, pois quanto mais imprudência eu vejo, menos paciência eu tenho.

E foi justamente por uma dessas faltas de paciência que ocorreu um fato muito engraçado, bastou um desses condutores imprudentes fazer uma tremenda besteira no transito para que eu tivesse vontade de explodir aos brados, porém antes de pronunciar caóticos palavrões, lembrei imediatamente que estava com a Gigi e a Giuli no carro, e isso foi a fração de segundos que me fez segurar por instantes meu brado. Mas aquilo ficou entalado na garganta o que me fez descarregar toda aquela energia apenas pronunciando uma palavra em voz branda: “Prostituto!!!!”.
Realmente achei que na hora essa palavra não faria o menor efeito possível, porém para minha surpresa e um acordo monetária o qual fiz com minhas pequenas (a cada palavrão pronunciado eu daria 50 centavos para elas) houve uma ligeira discussão no carro: A Gigi muito esperta denunciou na hora “Você falou um palavrão!!”. Antes mesmo que eu pudesse argumentar algo fui prontamente defendido pela pequenina Giuli “Não é não!”. Fiquei surpreso.

Mas a Gigi não se deu por vencida, e voltou a afirmar que era, sendo novamente repreendida pela Giuli, que se seguiu de uma notável e hilária explicação “Não é não, você não se lembra que nos fomos outro dia passear lá no Prostituto… Prostituto Butantã??” Nem preciso dizer o quando nos deliciamos em gargalhadas no carro e magicamente todo nervosismo já havia dado lugar para o bom humor de todos e ainda acabei economizando 50 centavos.

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Vida Urbana

Apenas um dia comum da metrópole. Pessoas indo e vindo para todos os cantos, contracenando com a grande quantidade de carros de uma cidade que nunca para. O sinal fecha e os carros param, emparelhando-se um a um.

Num típico emparelhamento desses, duas lindas amigas que dividiam a corona na volta do trabalho observam no carro ao lado dois homens muito bem aparentados e com muito estilo. Obviamente que as duas garotas começaram imediatamente a ter aquela inquietação típica, comentários discretos e tentando de uma maneira não muito extravagante chamar a atenção dos rapazes. Foram tantos sorrisinhos e comentários que enfim um dos rapazes notou as garotas e com um breve aceno de cabeça sorriu cordialmente de volta para as meninas.

Aquele gesto foi tudo que elas precisavam para se inquietar ainda mais e quando o farol abriu decidiram seguir o carro dos rapazes.

Pobres coitadas, toda aquela inquietação e sorrisos de nada demoraram a fazer as solteironas ficarem estáticas e abismadas em segundos… ahhh esses adesivinhos de famílias felizes!!

***

Poucas quadras daquele local, o transito intenso em uma avenida, provocava uma situação quase que similar. O jovem rapaz notou no carro ao lado uma mulher toda entusiasmada e com um sorriso um tanto quando mal intencionado.

Por um momento o rapaz não acreditava naquela cena, pois era praticamente algo que só se via em filmes. O flerte foi tão intenso quanto o transito que havia que ate algumas palavras foram trocadas e isto bastou para que decidissem parar um pouco a frente para um cafezinho e assim também esperar o trânsito melhorar.

Decidido que aquele era seu dia de sorte, o rapaz sinalizou que seguiria sua admiradora assim que o trafego fluísse, algo que não demorou muito a acontecer e poucos metros dali a mulher notando uma rua tranquila nos Jardins com vários cafés imediatamente deu seta e entrou à direita. O rapaz decidido não pensou duas vezes, também deu seta só que desta vez para a esquerda e assim seguiu seu caminho, afinal ele chegou à conclusão que não queria aumentar ainda mais aquela prole, ou mesmo fazer parte dela… ahhh esses adesivos!

***

Naquela mesma tarde, num barzinho qualquer da cidade, a galera vai de reunindo para aquele Happy Hour, afinal depois do dia de trabalho, nada melhor que dar uma esticadinha para um drink.

Entre um drink e outro, uma gatinha nota na mesa ao lado um bem aparentado rapaz, provavelmente um emergente executivo boa pinta, com sua gravata levemente afrouxada, mas ainda assim mantendo a postura, divertindo-se em gargalhadas com os amigos de escritório.

Furtivamente o rapaz notou a gatinha e começou utilizar-se de todo seu repertório de cantada para logo se engraçar para o lado dela. Papo vai, papo vem, logo a hora vai passando e o momento de ir se torna um ávido e gentil convite para uma carona, que é aceito prontamente pela gatinha.

Logo chega o manobrista, entregando a chave daquele maravilhoso carro Super Sport novinho e logo veio aquele sorriso imenso da gata. Apreciando detalhadamente aquele brilhante carrão enquanto ia para a porta do passageiro, ela pergunta sorrindo ainda “Nossa!!! Que carro lindo… ele é seu mesmo?” e tranquilamente ele faz um aceno positivo com a cabeça e ainda complementa: “Comprei no mês passado”.

Neste exato instante um taxi que vinha passando é repentinamente parado por ela, que entra no mesmo e vai embora apenas com um sorriso no rosto e sem deferir uma só palavra. O jovem executivo sem entender nada fica ali estancado com cara de bobo, quando nota vagamente um sorriso irônico do manobrista que continha uma provável risada.

O rapaz transcorre o olhar umas duas vezes para o carro, porém agora com cara de poucos amigos, e de repente se surpreende e num sobressalto se coloca dentro do carro e sai fritando os pneus de tamanho embaraço… ahhh esses adesivinhos!!!!

***

Agora você deve estar pensando se deve ou não arrancar os adesivinhos do carro??

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Glauco R.I.P.

Não há muito à escrever que centenas de pessoas já tenham escrito e noticiado na data de hoje, mas de alguma forma, quero aqui prestar minha homenagem ao grande cartunista Glauco, pai único e insubstituível de Geraldão, que foi abruptamente levado dessa nosso mundo pelas mãos de cruéis assassinos na madrugada de hoje.

Inesquecíveis serão aqueles idos dos anos 80 em que sempre passava em alguma banca de revistas para comprar a clássica “Chiclete com Banana” e me divertir por horas com os cartoons nóias insanos representados de maneira independente e totalmente sem censura; assim como o divertidissimo clássico “Los Tres Amigos”. Lembro bem do mural, no antigo SENAI da Vila Alpina, onde diariamente a coordenação destacava determinadas paginas do Jornal para que pudéssemos lê-los durante a hora do almoço… não havia um dia em que eu e uma centena de moleques se aglomerávamos para ler as tradicionais tirinhas do Geraldão.

Como singela homenagem, deixo também um dos meus trabalhos de cartoon, que com certeza tem total inspiração e referencia artística deste grande cartunista Glauquito…

Lá se vai mais uma grande figurinha que deixará saudades, levando para sempre consigo o inesquecível Geraldão.

Só fico me perguntando quando as autoridades vão colocar ordem nessa bagunça e começar a pagar na mesma moeda as ações desses criminosos? PENA DE MORTE JÁ!!!

R.I.P.

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Indignação Animal

Antes de qualquer coisa, gostaria de deixar claro que não tenho problema com pessoas que curtem animais de estimação, animais em geral, que curtem, cuidam e tudo mais; muito pelo contrário acho louvável e admirável… mas para tudo tem limite!

Minha indignação foi ver uma ação divulgação para coletar doações para animais de estimação para o Natal, inclusive com um jantar com bingo para arrecadar mais fundos… pior ainda ver que uma das maiores provedoras de canais pagos doando quase que R$5.000,00 para essa mesma fundação!

Sinceramente, como pode? Nem cabe estender os limites para o mundo, mas basta ver em cada região a quantidade de crianças que vivem nas ruas, seres humanos, que sequer ganharam uma singela bonequinha ou carrinho ou até mesmo um precioso prato de comida… que não vão ganhar sequer um pouquinho de amor… sim seres humanos “vira latas” que perambulam pelas ruas a procura de um cantinho para ficar, sem famílias, sem carinho, sem donos!

Enquanto isso a burguesia se usa de falácias para criar ações rotuladas como “sociais” a fim de levar animais para sentar a suas mesas. Indigno!

Será que esses seres humanos “vira latas” precisam ficar de quatro choramingando em frente a um portão no Alto de Pinheiros para serem vistos e tratados como gente de verdade? Será que esses falsos benfeitores fariam um jantar com bingo para eles? Será que eles seriam alimentados e acariciados? Será que eles ganhariam um prato de leite ou uma ração cara? Ou seriam enxotados como indigentes?

Até que seria interessante que essa provedora de canais pagos passassem a receber suas mensalidades em rações, ossos e que tivessem sua audiência medida pela quantidade de animais que os vêem.

Mais uma vez deixo claro que não tenho nada contra quem tenha, ame e goste dos animaizinhos; mas sim daqueles que achem que vira-latas precisem mais de ações sociais e doações do que os seres humanos “vira-latas”.

Lá pelos idos dos anos 80, certo mesmo estava Eduardo Dusek, quando no ápice de suas musicas bregas  cantava “… troque seu cachorro por uma criança pobre…”

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Gírias do Fundo do Baú

Outro dia ouvi na rua uma pessoa, relativamente muito nova, soltar uma pérola: “Bregnaits”… Nossa!!! Há quanto tempo eu não ouvi essa gíria…

Parei para pensar em quantas gírias eu já vivi (ouvi e falei) e que se foram. Realmente me senti lisonjeado de estar sempre fazendo ‘updates’ para me manter no mesmo linguajar moderno (mesmo que ache estúpidos às vezes, mas ao menos interado para saber o que significam) que a ‘galera’ costuma falar.

Mas voltando ao ‘Bregnaits’, descobri que essa gíria era uma espécie de coringa das gírias (nem uma grafia correta ela tem: bregenights, bregnights) funcionava para tudo: “Vamos naquele Bregnaits”, “Viu aquele bregnaits?”, “Vou tomar um bregnaits”, “Quer comer um bregnaits?”… quanta criatividade!!

O efeito ‘Bregnaits’ me fez pensar em outras tantas gírias que já se perderam no fundo de velhos baús e que raramente alguém desenterra:

Dar uns malhos, dar uns ralos (que romântico) – beijar, ficar;

Breguetes – qualquer coisa (principalmente aquelas que lhe fugiam o nome na hora H);

Cocotinha, Pitchulinha – mulher bonita, gatinha;

Pão – homem bonito, gatinho;

Supimpa – (sem comentários);

Xuxuzinho – (sem comentários – parte 2);

Infinidade de pérolas como essas são criadas a cada geração e passam do modismo ao brega num piscar de olhos. As enxurradas de emails que recebemos relembrando décadas passadas entre produtos e imagens, às vezes esquecem das preciosas gírias  que costumavamos usar.almaque anos 80

Para ilustrar um pouco isso tudo, quem estiver a fim de se divertir a custos dessas e muitas outras peças do fundo do baú, basta juntar 4 ou 5 amigos ao redor de uma mesa em posse do Jogo do Almanaque dos Anos 80 e rir a valer!! Esse livro pode ser até encarado como um jogo, mas a grande diversão mesmo é mandar umas perguntas para a galera e rachar o bico com as insanidades que vão surgindo das respostas, performances, cantorias… para se ter idéia, dá para relembrar que a Nelsinha Brizola (alguém lembra dela?) inventou a palavra “mintchura” (mentira) que virou febre trocar o ‘T” por “TCH” na época… diversão mais do que garantida, com certeza!

Outra fonte de pérolas das gírias oitentista você encontra nas músicas de bandas de Rock Nacional da época, como a ‘Blitz’ por exemplo, que tinha suas letras sátiras e debochadas.

A único efeito colateral disso tudo é que provavelmente várias coisas podem ficar martelando sua cabeça por muito tempo… BREGNAITS… BREGNAITSSS… BRE-GE-NA-I-TSSSSSSS… e você ainda pode soltar uma dessas por ai (tirem essa palavra da minha cabeça pelo amor de Deus!!!).

E ai, alguém lembra mais de alguma pérola?

PS. Leiam os comentários que estão fantásticos e repletos de gírias sensacionais!!!

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1ª Teoria de Edu

Expediente do fechamento bancário na agência bem no centrão de São Paulo, um ambiente de loucura total onde um quadro de funcionários totalmente de homens para evitar desagrado a qualquer mulher que ali pudesse se ofender ante as atitudes tempestuosas de palavrões e muros sobre a mesa que era constante devido as falhas de contabilidades e somatórias…

Lá pelos idos dos anos 90, esse era o cenário perfeito para a rapaziada organizar e marcar um futebolzinho aos finais de semana, sem qualquer compromisso. Mesmo aqueles mais pernas-de-pau iam para correr atrás da pelota… e foi nesses termos que organizaram um joguinho de Futebol de Campo, pois até então só haviamos jogado futebol de salão ou society de areião.

Durante os dias que se passavam, todos só falam sobre o tal jogo e sobre o local onde seria: um clube com vários campos gramados ao lado da ponte Cidade Jardim. Sem conhecer muito a região e por muito ouvir falar dela, logo fiquei imaginando aquele super campo gramado, verdinho e lindo… me sentia como se fosse jogar em um verdadeiro estádio de futebol. A ansiedade só crescia durante a semana. No sábado marcado, chegando ao clube, fomos entrando e vendo que os campos eram bem legais mesmo até que o organizador indicou que nosso campo reservado estava lá no fundo… lá no fundo!!!

11-2E foi ver para ter uma imensa decepção. Terrão puro! Duro e esburacado e ainda nas laterais, lama a valer. As traves eram de madeira, vigas quadradas e nem redes tinham. O vestiário uma casinha que mais parecia uma maloca! E eu só conseguia pensar “Deus, que merda é essa… onde fui me meter…”. Nem precisa falar, a bola rolou e eu nem tinha vontade de correr atrás dela tamanha a decepção. Não joguei, fiquei somente vagando em campo, meio barata tonta, sem ânimo, sem vontade! Depressão total… afinal eram vários campos gramados e só o nosso que era deplorável!

Na segunda os comentários pitorescos das jogadas inusitadas eram abafadas pela gozação geral sobre o estado catastrófico do campinho.

Passaram-se algumas semanas e lá veio a turminha do futebol agitar um novo jogo. O local?? O mesmo… Meu Deus! A galera falava, agitava e zoava com cada buraco daquele campo (se é que podíamos chamar de campo), mas todos iam afinal já sabiam o que os esperava. Mesmo à revelia do meu ser resolvi aderir à caravana e me divertir. Fui com o melhor pensamento possível para tirar o devido proveito daquilo tudo, ou seja, zoar muito, por pior que fosse.

Chegando ao nosso destino, posso dizer que as coisas não haviam mudado muito, porém agora as traves eram de ferro e redondas, com rede e o terrão já não estava tão esburacado como antes. Eu especialmente fui esperando o pior e encontrei algo muito melhor, totalmente o oposto do que a primeira vez. Nesse dia meu futebol foi diferente e rendeu muito, alias poderia ali ter ficado jogando o dia todo, mesmo sabendo que depois ainda precisaria encarar uma longa viagem de ônibus para casa.

Não demorou muito para eu refletir sobre tudo o que havia acontecido em ambas as situações e criar dentro da minha cabeça a `Teoria do Campo de Futebol`, que consiste basicamente em esperar sempre pelo pior de tudo, sem criar expectativas, ilusões e ansiedades, pois tudo que sair além do  esperado, sempre será ótimo.

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