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O que é o amor?

O que é o amor? Um dia eu achei que ele existia, mas descobri que ele era irreal e falso! Depois eu descobri o verdadeiro amor, aquele incondicional, de pai para filho. Esse sim é verdadeiro e imortal, mas ainda assim ele é diferente.

E onde está o que chamamos de amor? Bem talvez no momento em que mais tive certeza que ele era somente um estado de espírito e que jamais eu seria enganado por isso, foi quando eu errei.

Ah o destino! Tão engraçado que talvez no dia em que tudo devesse ter dado errado, ele apenas cruzou os caminhos. Uma borboleta belíssima veio e apenas me ensinou a voar… ensinou-me a voar alto; ensinou-me a acreditar… mostrou-me caminhos belos, caminhos ousados e fantásticos; ensinou-me a ter prazer em voar alto e conhecer um mundo; ensinou-me a querer ver o mundo; ensinou-me sobre os prazeres da vida; ensinou-me a sentar e somente ver o tempo passar; ensinou-me apenas desfrutar um pouco mais da vida. O novo mundo que ela me apresentou apenas me fez ver que eu nada sabia sobre o que era viver a felicidade. Mas além do novo mundo que ela me abria a cada novo vôo ela também me ensinou a ser eu! Ela me ensinou a mostrar ao mundo o meu jeito, expor a minha face e não ter medo de guardá-la só para mim. Ensinou-me a ter minha autenticidade e dizer simplesmente quem eu era. Aos poucos as cores tomaram formas para mim. Ela ensinou a me defender de tudo e até mesmo de mim. E quando tudo parecia que em ruínas ela me ajudava a arrumar.

Mas aquela borboletinha incrivelmente maravilhosa de alguma forma se prendeu ao meu jardim. Por mais belos e longínquos que eram nossos vôos nos sempre voltávamos e aprisioná-la ao meu jardim já não era mais correto. Ela sempre amava me fazer voar e eu a ela, mas o sol já não mais brilhava intensamente em teu sorriso! E o belo sorriso da borboletinha foi se perdendo e se perdendo…

Os meus erros foram um castigo! A minha vida foi um erro! E a borboletinha do meu jardim foi ficando triste e mais triste. Por mais que eu pensasse, eu simplesmente sabia que eu nunca teria coragem de sair do meu jardim e voar os vôos mais altos que trariam a felicidade pura minha delicada borboletinha.

Então por amor eu aprendi a voar; então por amor eu também precisei libertar. Eu tinha que deixar a minha linda borboleta voar para longe. Quão cruel seria eu tirar a felicidade de quem me ensinou a felicidade? Então eu aprendi sobre o amor! Então eu perdi o amor…

O amor dói e é uma dor profunda que sangra e não para… não há remédio e não há cura. Aos olhos a cura pode estar simplesmente ali, mas as cicatrizes e marcas do passado jamais permitirão isso aos fracos. Então eu perdi o amor… eu perdi para o amor…

Olho para meu jardim… ele já não floresce mais… olho para o céu e vislumbro o quanto ele irá brilhar o sonho de um outro sonhador e fazer florescer o jardim que a bela borboleta um dia pousar.

Não acreditar no amor é exatamente com morrer, mas morrer não significa deixar de amar,  eternizei, por isso sempre…

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